Filme: Moonlight (2017)

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O vencedor de melhor filme do Oscar deste ano é o primeiro com temática LGBT a ganhar a estatueta mais cobiçada na indústria do cinema. Depois da polêmica do #Oscarsowhite, a vitória do filme, que tem um elenco 100% negro, indica mudanças e evoluções na Academia.

A trama conta a história de Chiron, um garoto que mora em uma periferia de Miami, tem uma mãe drogada, e sofre bullying na escola. A sua história é contada em três partes: infância, adolescência, e vida adulta (interpretado Alex Hibbert, Ashton Sanders, e Trevante Rhodes, respectivamente). Quando criança, ele acaba conhecendo o narcotraficante Juan (Mahershala Ali), que se torna um tipo de mentor para ele.

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Durante sua adolescência, podemos acompanhar ele descobrindo a sua sexualidade, em uma cena marcante na praia. Já quando adulto, ele vira uma segunda versão de Juan.

Esse é um filme do qual não se pode falar muito o que acontece, para não estragar a experiência do telespectador. Ele não segue a narrativa da maioria das produções, é mais contemplativo. Barry Jenkins, o diretor, está apenas no início de sua carreira e já nos trouxe essa obra emocionante, que talvez daqui a alguns anos seja chamada de “clássico”.

Livro: Herança (2011)

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Eragon, livro lançado em 2002, conta a história de um menino (chamado Eragon) que mora no continente fictício de Alagaësia com seu tio e seu primo em uma fazenda. Um dia encontra uma bela pedra azul, que logo após descobre ser na verdade um ovo; e dele nasce o dragão Saphira, com quem ele cria uma ligação especial. Mas muitos a cobiçam, inclusive o rei tirano Galbatorix, que quer a única fêmea da espécie para criar um exército de dragões que o sirva. A partir daí, a vida de Eragon muda completamente.

Nove anos depois, o escritor norte-americano Christopher Paolini finalmente nos deu o capítulo final dessa história mágica e eletrizante. Herança é o último livro da saga (são quatro no total: Eragon, Eldest, Brisingr, e Herança), e também o mais comprido, com suas 792 páginas.

A história se inicia quando o exército dos Varden liderado por Nasuada tenta tomar a cidade de Belatona, e durante a batalha Saphira é ferida por uma Dauthdaert, uma arma feita por elfos, que á capaz de matar dragões. Depois de uma nova aliança, Eragon continua a se preparar com a ajuda da elfa Arya e do desperto dragão Glaedr, para a guerra final, na qual pretendem matar o rei Galbatorix.

Eragon e Saphira vivem momentos emocionantes, como quando eles percebem que a Alagaësia é apenas uma parte muito pequena dentro da imensidão do mundo, e quando passam por um momento de auto descoberta em Vroengard. Mas eles também sofrem, com despedidas e incertezas.

Com uma narrativa mais densa e sombria que as dos volumes anteriores, o livro tem passagens cansativas, devido ao estilo minucioso do autor – fazendo juz a sua grande inspiração, Tolkien -, mas nada que atrapalhe o todo, e as cenas de luta são muito bem escritas. Paolini conseguiu fechar todas as pontas soltas deixadas anteriormente, com exceção da misteriosa bruxa Angela – ele comenta sobre isso nos agradecimentos.

Gostei muito da forma como a história se desenvolveu e como se resolveu, apesar do final que dividiu opiniões entre os fãs da saga, mas que me agradou.

Filme: Animais Noturnos (2016)

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Em sua segundo trabalho como diretor, o estilista Tom Ford nos traz um filme intenso e interessante sobre vingança. A trama conta a história de Susan (Amy Adams), um bem sucedia curadora de arte, que recebe em sua casa um manuscrito de um romance com o título de “Animais Noturnos”, escrito pelo seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal).

A partir daí, a história é contada em três linhas de tempo diferentes: O presente, que mostra Susan lendo o livro; o passado, quando Susan se relacionava com Edward; e o enredo do livro. O romance conta a história de Tony (também Jake Gyllenhaal), sua mulher, e sua filha, que estão na estrada durante a noite, quando uns homens os forçam a parar e ficam os ameaçando.

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A trama do livro é, na verdade uma releitura do relacionamento que Edward e Susan tiveram. O protagonista, Tony, é igual ao autor porque é assim que Susan o imagina ao ler, assim como a esposa, interpretada por Isla Fisher, que tem uma aparência muito parecida com Amy Adams.

A fotografia do filme é linda, com a sua paleta de cores que muda conforme muda o tempo da história, que por vez traz um clima noir. A trilha sonora é muito boa e combinou muito com as cenas. Por fim, não é um filme para todos – a cena de abertura vai incomodar os mais puritanos – mas me agradou bastante.

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Nota: 4/5

Música: July Talk – July Talk (2012)

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O álbum de estreia da banda canadense July Talk foi bem recebido pela crítica e público na época do seu lançamento, e com total razão. Nele, a banda nos traz uma mistura de indie rock e blues delicioso de ouvir, com muitas guitarras e batidas dançantes, e letras que falam sobre relacionamentos e drogas.

Uma das coisas mais legais desta banda são os seus vocalistas, Peter Dreimanis e Leah Fay. Quando escutei o Peter cantando pelo primeira vez, com sua voz grave e rasgada, imaginei um homem de meia idade, grandão e barbudo. Me surpreendi quando, ao ver seus videoclipes, me deparei com um cara com seus aparentes vinte e poucos anos. Já Leah tem uma voz macia e fofa, totalmente o oposto da dele, o que traz um contraste muito bonito nas canções do quinteto.

As minhas músicas favoritas do álbum são Guns + Ammunition, Gentleman, Blood + Honey, Uninvited e Let Her Know. Mas para falar a verdade, não achei nenhuma música aqui que não seja boa.

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Nota: 4/5