Livro: Grande Magia – Vida criativa sem medo (2015)

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Não sou a maior fã de livros de auto-ajuda, mas posso dizer que esse foi o primeiro do gênero que me impactou. Não tive a oportunidade de ler nenhum outro livro da autora, Elizabeth Gilbert, mas isso mudará em breve, pois agora quero ler todos os trabalhos dela, de tanto que gostei de Grande Magia.

Com algumas memórias de sua vida como escritora, a autora do best-seller Comer, Rezar, Amar conta histórias inspiradoras e dá dicas de como lidar melhor com o medo e a insegurança de uma vida criativa. Ela tem, inclusive, uma crença bastante curiosa sobre como a inspiração e o mundo das ideias funcionam. Eu particularmente não compartilho dessa mesma crença, mas é um modo de se ver as coisas, e que aparentemente funciona para ela.

Se você quer trabalhar com arte e criatividade, seja como músico, escritor, cineasta, ator, ou qualquer profissão do tipo, você com certeza já foi acometido pelo famoso medo. Medo de não dar certo, de não ter dinheiro para pagar as contas, de nunca ser reconhecido, de ser criticado, entre tantas outras coisas. Esse livro é, então, para você. E se não quer necessariamente fazer disso o seu ganha pão, mas quer, citando a autora, “viver uma vida mais motivada pela curiosidade do que pelo medo”; esse livro também é para você.

Está precisando daquele empurrãozinho para colocar aquele projeto em prática? Acho difícil não ficar motivado e inspirado a fazê-lo depois dessa leitura.

 

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Filme: Guardiões da Galáxia vol. 2 (2017)

 

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Ao som de Mr. Blue Sky, este filme começa com uma das melhores cenas de abertura que já assisti. É uma cena de luta que não é uma cena de luta. Já a partir dessa primeira sequência podemos ver o quão incrível é James Gunn, o diretor e roteirista do filme.

Na história, os Guardiões da Galáxia – Peter Quill/Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket e Baby Groot – são contratados para realizar uma trabalho por Ayesha (Elizabeth Debicki), líder da raça Soberana, em troca da irmã de Gamora (Zoe Saldana), Nebulosa (Karen Gillian). Mas Rocket (Bradley Cooper), por algum motivo, decide levar uns brindes daquele planeta, roubando umas baterias.

Ao descobrir o roubo, Ayesha envia uma tropa de soberanos para matar os Guardiões. Enquanto tentam escapar, são ajudados por um homem, que logo após se apresenta como Ego (Kurt Russell), o pai de Peter Quill. A partir daí o filme mostra o Senhor das Estrelas dando uma chance ao seu pai ausente, sendo família o principal assunto abordado na obra.

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A trilha sonora foi um fator essencial aqui. Sem ela, o filme seria outra coisa. Só com músicas dos anos 80, o diretor fez um ótimo trabalho em escolher a música certa para o momento certo. Além da cena de abertura, uma outra que é marcante é quando Yondu (Michael Rooker), Rocket e Baby Groot (Vin Diesel) estão escapando de uma nave ao som de Come A Little Bit Closer. É praticamente um musical.

Achei este filme superior ao primeiro, Guardiões da Galáxia (2014). A história é mais emocionante, o entrosamento entre os integrantes do grupo é ótimo (até as brigas de Quill e Rocket) e, é claro, tem o personagem que rouba a cena e nossos corações, e que é responsável por grande parte da venda de produtos do filme: Baby Groot. As piadas também são ótimas, apesar de uma ou outra serem muito forçadas, e a nova personagem Mantis (Pom Klementieff), é uma ótima adição ao grupo, além de ser muito engraçada.

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Filme: Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)

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Um filme chocante. É assim que descrevo Precisamos Falar Sobre o Kevin em uma palavra. Ele aborda temas pesados, com uma narrativa não-linear, que só aumenta a tensão do filme, nos deixando curiosos e ao mesmo tempo temerosos com o que vai acontecer.

Eva Katchadourian (Tilda Swinton) mora sozinha em uma casa precária e tenta retomar a sua vida após um tragédia, enquanto é constantemente desprezada e maltratada pela sua vizinhança. Aos poucos vamos descobrindo o que aconteceu no seu passado.

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Quando era casada com seu marido Franklin (John C. Reilly), Eva, até então uma bem sucedida escritora de livros turísticos, engravidou de seu primogênito Kevin, e a partir daí sua vida mudou drasticamente. Com dificuldade de se relacionar com seu filho, ela logo descobriu nele uma criança cruel que nutria uma hostilidade pela mãe.

O maior crédito do longa com certeza vai para o elenco, em especial Tilda Swinton, que demonstra dor e sofrimento extremo sem nenhum overacting; e o ótimo Ezra Miller, que interpreta o Kevin durante sua adolescência, com sua atuação mais contida, que combinou perfeitamente com a personagem. Outro aspecto do filme que é interessante comentar, é como a cor vermelha é constantemente mostrada de diversas maneiras e em diversas ocasiões, dando o tom da obra.

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Top 5: Álbuns internacionais de rock dos anos 80

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Nem só de pop e cores neon viveu a década de 80. Foi nessa época que algumas bandas que se tornariam sucesso lançaram seus primeiros discos, como Nirvana, Guns N’ Roses e Red Hot Chili Peppers, e que outras já consagradas lançaram seus clássicos, como AC/DC, Queen, e Aerosmith. Abaixo estão os meus cinco álbuns favoritos de rock dos anos 80 (internacionais):

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5. A Kind of Magic – Queen

Em 1986 a banda britânica Queen lançou seu décimo segundo álbum de estúdio, do qual a maioria das músicas foram feitas especialmente para o filme Highlander. De todas as bandas da lista, o Queen é o que mais flerta com o pop em suas canções. As mais memoráveis do disco são One Vision, A Kind of Magic, e Friends Will Be Friends.

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4. Back In Black – AC/DC

O primeiro trabalho da banda com o vocalista Brian Johnson fez, e ainda faz muito sucesso desde quando foi lançado, em 1980, sendo o segundo álbum mais vendido de todos os tempos, com cerca de 51 milhões de cópias já vendidas no mundo. É o sétimo álbum de estúdio dos australianos. O sucesso se deve principalmente ao carro-chefe do disco, Back In Black, mas também à canções como Hells Bells e You Shook Me All Night Long.

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3. Master of Puppets – Metallica

O representante do metal dessa lista é o terceiro álbum da banda norte-americana. Master of Puppets, de 1986, foi um dos trabalhos mais elogiados do quarteto, e também o último com a participação do falecido baixista Cliff Burton. As melhores músicas são Battery, Master of Puppets, e Welcome Home (Sanitarium).

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2. Appetite for Destruction – Guns N’ Roses

O primeiro disco dos californianos demorou um pouco para fazer sucesso, mas a demora valeu a pena. De 1987, Appetite for Destruction é um amontoado de riffs de guitarras com letras sobre drogas e L.A. cantada pela voz fina e icônica de Axl Rose, mostrando o cenário da cidade na época. Minhas canções favoritas são Mr. Brownstone, Paradise City e, é claro, Sweet Child O’ Mine.

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1. Pump – Aerosmith

Lançado no final da década, em 1989, Pump é o décimo álbum de estúdio da banda norte-americana Aerosmith. Com uma música boa atrás da outra, o disco é um dos melhores de toda a carreira deles, tendo sido o quarto álbum mais vendido no ano de 1990. As músicas que mais chamam atenção são F.I.N.E., Janie’s Got A Gun – que deu à banda seu primeiro Grammy -, e Hoodoo/Voodoo Medicine Man.

Filme: Moonlight (2017)

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O vencedor de melhor filme do Oscar deste ano é o primeiro com temática LGBT a ganhar a estatueta mais cobiçada na indústria do cinema. Depois da polêmica do #Oscarsowhite, a vitória do filme, que tem um elenco 100% negro, indica mudanças e evoluções na Academia.

A trama conta a história de Chiron, um garoto que mora em uma periferia de Miami, tem uma mãe drogada, e sofre bullying na escola. A sua história é contada em três partes: infância, adolescência, e vida adulta (interpretado Alex Hibbert, Ashton Sanders, e Trevante Rhodes, respectivamente). Quando criança, ele acaba conhecendo o narcotraficante Juan (Mahershala Ali), que se torna um tipo de mentor para ele.

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Durante sua adolescência, podemos acompanhar ele descobrindo a sua sexualidade, em uma cena marcante na praia. Já quando adulto, ele vira uma segunda versão de Juan.

Esse é um filme do qual não se pode falar muito o que acontece, para não estragar a experiência do telespectador. Ele não segue a narrativa da maioria das produções, é mais contemplativo. Barry Jenkins, o diretor, está apenas no início de sua carreira e já nos trouxe essa obra emocionante, que talvez daqui a alguns anos seja chamada de “clássico”.

Livro: Herança (2011)

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Eragon, livro lançado em 2002, conta a história de um menino (chamado Eragon) que mora no continente fictício de Alagaësia com seu tio e seu primo em uma fazenda. Um dia encontra uma bela pedra azul, que logo após descobre ser na verdade um ovo; e dele nasce o dragão Saphira, com quem ele cria uma ligação especial. Mas muitos a cobiçam, inclusive o rei tirano Galbatorix, que quer a única fêmea da espécie para criar um exército de dragões que o sirva. A partir daí, a vida de Eragon muda completamente.

Nove anos depois, o escritor norte-americano Christopher Paolini finalmente nos deu o capítulo final dessa história mágica e eletrizante. Herança é o último livro da saga (são quatro no total: Eragon, Eldest, Brisingr, e Herança), e também o mais comprido, com suas 792 páginas.

A história se inicia quando o exército dos Varden liderado por Nasuada tenta tomar a cidade de Belatona, e durante a batalha Saphira é ferida por uma Dauthdaert, uma arma feita por elfos, que á capaz de matar dragões. Depois de uma nova aliança, Eragon continua a se preparar com a ajuda da elfa Arya e do desperto dragão Glaedr, para a guerra final, na qual pretendem matar o rei Galbatorix.

Eragon e Saphira vivem momentos emocionantes, como quando eles percebem que a Alagaësia é apenas uma parte muito pequena dentro da imensidão do mundo, e quando passam por um momento de auto descoberta em Vroengard. Mas eles também sofrem, com despedidas e incertezas.

Com uma narrativa mais densa e sombria que as dos volumes anteriores, o livro tem passagens cansativas, devido ao estilo minucioso do autor – fazendo juz a sua grande inspiração, Tolkien -, mas nada que atrapalhe o todo, e as cenas de luta são muito bem escritas. Paolini conseguiu fechar todas as pontas soltas deixadas anteriormente, com exceção da misteriosa bruxa Angela – ele comenta sobre isso nos agradecimentos.

Gostei muito da forma como a história se desenvolveu e como se resolveu, apesar do final que dividiu opiniões entre os fãs da saga, mas que me agradou.

Filme: Animais Noturnos (2016)

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Em sua segundo trabalho como diretor, o estilista Tom Ford nos traz um filme intenso e interessante sobre vingança. A trama conta a história de Susan (Amy Adams), um bem sucedia curadora de arte, que recebe em sua casa um manuscrito de um romance com o título de “Animais Noturnos”, escrito pelo seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal).

A partir daí, a história é contada em três linhas de tempo diferentes: O presente, que mostra Susan lendo o livro; o passado, quando Susan se relacionava com Edward; e o enredo do livro. O romance conta a história de Tony (também Jake Gyllenhaal), sua mulher, e sua filha, que estão na estrada durante a noite, quando uns homens os forçam a parar e ficam os ameaçando.

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A trama do livro é, na verdade uma releitura do relacionamento que Edward e Susan tiveram. O protagonista, Tony, é igual ao autor porque é assim que Susan o imagina ao ler, assim como a esposa, interpretada por Isla Fisher, que tem uma aparência muito parecida com Amy Adams.

A fotografia do filme é linda, com a sua paleta de cores que muda conforme muda o tempo da história, que por vez traz um clima noir. A trilha sonora é muito boa e combinou muito com as cenas. Por fim, não é um filme para todos – a cena de abertura vai incomodar os mais puritanos – mas me agradou bastante.

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Nota: 4/5