Música: Concrete and Gold – Foo Fighters

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O nono álbum de estúdio da banda americana Foo Fighters, lançado no dia 15 de setembro deste ano, segue a sonoridade característica do sexteto, sem dar espaço para experimentações ou inovações. E mandaram muito bem, pois tudo o que um fã da banda quer escutar é algo que realmente soe como o Foo Fighters.

Podemos dividir este álbum em duas partes. A primeira parte é onde há as melhores músicas e a segunda parte tem umas canções mais mornas, mas não necessariamente ruins.

Após uma introdução descartável com T-Shirt, vem Run, uma das melhores e mais explosivas, que foi o primeiro single e que também ganhou um videoclipe bem divertido. Em seguida temos Make It Right, que tem participação de Justin Timberlake, fazendo um discreto backing vocal. The Sky Is A Neighborhood, o segundo single e ponto alto do disco, é uma balada poderosa que precede La Dee Da, outra música explosiva e com os gritos de Dave Grohl.

Dirty Water lembra muito os primeiros trabalhos da banda, de meados dos anos 90, e Arrows tem uma letra muito bonita. A partir de Happy Ever After (Zero Hour), que é uma balada bem chatinha, é quando a qualidade cai um pouco. Sunday Rain conta com Paul McCartney na bateria, e por isso esperava-se mais desta canção. The Line, terceiro single, já é um pouco melhor, e o álbum encerra com a faixa-título Concrete and Gold, que tem participação de Shawn Stockman, do Boyz II Men, fazendo também o backing vocal.

É sempre bom saber que existem bandas que mesmo depois de tanto tempo continuam fazendo o gênero musical que sempre seguiram – neste caso, o rock – mantendo a essência e suas raízes. Os fãs agradecem.

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Top 5: Séries de comédia

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Às vezes nós só precisamos descansar a cabeça e assistir uma coisa divertida. Não sou a maior fã de comédia, a maioria das séries que assisto são de outros gêneros, mas essas cinco aqui me conquistaram e me fizeram dar boas gargalhadas.

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5. How I Met Your Mother

A série é narrada por Ted Mosby 25 anos mais tarde, quando ele conta aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles. Ao longo de nove temporadas, acompanhamos a vida do protagonista e de seus amigos Marshall, Lily, Robin, e Barney – este último, uma das grandes polêmicas da série. Uma hora eu estava me acabando de rir com ele, e na outra eu apenas queria matá-lo.

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4. Modern Family

Jay Pritchett é o pai de Claire e Mitchell, e é casado com a colombiana Gloria, que tem um filho pré-adolescente chamado Manny. Claire é casada com Phill, e eles têm três filhos: Haley, Alex e Luke. E Mitchell é casado com Cameron, e juntos eles adotam a bebê Lily. Então, a série é sobre todos eles. Ela ganhou o Emmy de melhor série cômica por cinco anos consecutivos.

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3. Grace and Frankie

Original da Netflix, este drama cômico conta a história de Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), duas setentonas que têm que morar juntas depois de um caso inesperado: seus respectivos maridos assumiram sua homossexualidade, pediram o divórcio, e querem se casar um com o outro. As duas são completamente diferentes, mas dessa situação nasce uma excêntrica amizade. Além disso, a série quebra vários tabus sobre a terceira idade.

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2. New Girl

Jessica Day (Zooey Deschanel), uma jovem doce e peculiar, sofre uma desilusão amorosa e vai acabar morando em um apartamento com mais três caras: Schmidt, um conquistador de primeira; Nick, um barman; e Winston, um ex-jogador de basquete. Os quatro colegas de quarto desenvolvem uma amizade, juntamente com Cece, melhor amiga de infância da protagonista.

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1. Friends

Essa todo mundo conhece… a série gira em torno de um grupo de seis amigos que moram em Nova York – Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey – e podemos acompanhá-los ao longo de dez anos. Amadurecimento, trabalho, romances, amizade, tudo com muitas situações hilárias. É com certeza a mais conhecida do gênero, tendo ganho vários prêmios Emmy e um Globo de Ouro.

Filme: Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador

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Este drama de 1993 fala sobre Gilbert Grape, um jovem que mora numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos chamada Endora, e é responsável por sustentar a sua família desde a morte do seu pai. Ele tem duas irmãs, Amy e Ellen, a mãe Bonnie, que tem obesidade mórbida e depressão, e seu irmão Arnie, que é autista.

É ele também que tem a responsabilidade de cuidar de Arnie, ficando junto dele na maior parte do tempo, inclusive em seu trabalho. Paralelo a isso, Gilbert tem um caso com uma mulher casada. Mas as coisas começam a mudar quando ele conhece Becky, uma recém-chegada na cidade. Com ela, ele começa a ter uma nova perspectiva para a sua vida.

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O protagonista Johnny Depp está muito bem em seu papel, mostrando que sabe sim fazer drama, mas quem rouba a cena mesmo é Leonardo DiCaprio, que faz o irmão autista. Mesmo sendo um de seus primeiros trabalhos no cinema, esse papel rendeu-lhe sua primeira indicação ao Oscar.

Dirigido por Lasse Hallstrom, o filme aborda assuntos como depressão, autismo e preconceito, sempre de forma delicada. É uma obra simples, e que às vezes é arrastado – porém, essa característica combina perfeitamente com o clima de cidade pequena do interior. Mas isso ainda pode desagradar algumas pessoas.

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Série: The Handmaid’s Tale (1ª temporada)

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O maior sucesso do serviço de streaming Hulu (que infelizmente, ainda não está disponível no Brasil), é esta adaptação do romance distópico O Conto da Aia, da autora canadense Margaret Atwood. Na série, os Estados Unidos sofre um golpe de Estado, se torna um teonomia totalitária, e é agora chamado de República de Gileade. Os novos governantes não tardam em tirar os direitos das mulheres, proibindo-as, por exemplo, de trabalhar e até de ler.

Paralelo a isso, há uma onda de infertilidade no país, o que faz com que as poucas mulheres férteis sejam perseguidas, capturadas e designadas para as casas da elite governante. Todo mês durante seu período fértil, elas são submetidas à “Cerimônia”, que nada mais é do que um estupro ritualizado com o objetivo da aia engravidar e ter filhos para seus mestres e suas respectivas esposas.

A história é contada pelo ponto de vista da June (ou Offred, como é chamada agora). Ela é a aia da casa do Comandante Waterford e sua esposa Serena. Ela vive de um modo totalmente reclusivo, e a sua única esperança é a de reencontrar a sua filha. Durante os episódios há vários flashbacks mostrando como era a vida de June antes com seu marido e sua filha, e quando tudo começou a mudar.

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Apesar de ao assistir, termos sempre a impressão de que é uma história de época, a trilha sonora nos dá o lembrete de que não, isso está acontecendo nos dias atuais. Uma trilha sonora muito boa, diga-se de passagem: tem Nina Simone e Tom Petty. A fotografia é outra maravilha dessa série, as cores usadas são sempre frias, reforçando o aspecto sombrio e triste, e a cor que mais se destaca é justamente a das vestes das servas, que são vermelhas.

A protagonista Elizabeth Moss está impecável como Offred/June. Devido ao estilo de vida que a personagem leva, ás vezes ela não pode se expressar muito verbalmente, então temos que ler a sua expressão facial para entender o que ela está sentindo – apesar de ter algumas narrações dos pensamentos de June – e a atriz mandou muito bem nisso.

É uma série pesada, em que às vezes é difícil de assistir, principalmente se pensarmos que em alguns lugares, hoje me dia, é quase essa a realidade. E por isso que ela é importante. Para pensarmos sobre e abrir os olhos para coisas que ainda hoje, infelizmente, precisam ser discutidas.

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Música: Ventre – Ventre (2015)

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A banda carioca Ventre, composta pelo vocalista e guitarrista Gabriel Ventura, a baterista Larissa Conforto e o baixista Hugo Noguchi, é um tapa na cara daqueles que dizem que “o rock está morto” ou que “no Brasil não existem boas bandas de rock”. Não, ele não morreu; e sim, existem. É só procurar bem que vocês encontram.

O trio está na estrada desde 2012, e já participou de vários festivais de música independente pelo Brasil, como o No Ar Coquetel Molotov, e o Bananada. As onze músicas do disco de estreia homônimo foram gravadas em vários estúdios diferentes, num período de dois anos, e o álbum foi lançado de forma independente no dia 20 de outubro de 2015.

Recheado de canções com letras fortes que falam sobre relacionamentos, sexo e sonhos, tudo com um toque de melancolia, e ótimos riffs de guitarra, o álbum de rock alternativo traz influências de outras bandas conhecidas do mesmo gênero, como Queens of The Stone Age e Radiohead, e a voz do Gabriel lembra muito a voz do Marcelo Camelo.

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Bailarina, que abre o disco, tem uma letra inspiradora – “Deixa a bailarina dançar, que o sonho é dela e não seu” – . Carnaval, que é uma das minha favoritas, é sobre as fases ruins da vida – “E foi-se o tempo em que a vida dava tudo de bom e nada cobrava, agora eu corro por mim”. Já Peso do Corpo é uma das que tem uma sonoridade mais pesada e foi a primeira a ganhar um videoclipe.

Você pode fazer o download do álbum de forma gratuita aqui.

Top 5: Filmes sobre música

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Música e cinema, tá aí um combinação maravilhosa. Musical é um dos meus gêneros cinematográfico favoritos. Mas essa lista não é sobre aqueles musicais de raiz, com dança e cantoria inesperada. Depois farei uma nesse estilo. Dessa vez, resolvi falar sobre filmes em que a temática principal seja a música, e selecionei aqui os meus favoritos. Tem drama, tem comédia e tem “dramédia”.

 

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5. Escola de Rock

Após ser expulso da banda em que tocava, e sem dinheiro para pagar o aluguel, Dewey Finn (Jack Black) decide se passar pelo seu colega de apartamento e consegue um trabalho como professor substituto numa tradicional escola particular. No início, ele só enrolava durante as aulas. Mas acaba descobrindo que seus alunos são excelentes instrumentistas, e, de olho no prêmio da Batalha das Bandas, ele decide ensinar às crianças o que sabe de melhor: o rock ‘n’ roll. Dirigido por Richard Linklater, Escola de Rock (School of Rock, Estados Unidos, 2003) é a óbvia “comédia familiar”, mas não deixa de ser bom e divertido.

 

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4. Se Eu Ficar 

Baseado no livro de Gayle Forman, Se Eu Ficar (If I Stay, Estados Unidos, 2014) conta a história de Mia Hall (Chloë Grace Moretz) uma talentosa violoncelista que tem que decidir entre estudar na prestigiada escola Julliard ou tomar outros rumos para ficar perto daquele que tem tudo para ser o grande amor da sua vida, seu namorado Adam (Jamie Blackley). Mas após ela e sua família sofrerem um acidente, Mia fica em coma e reflete sobre o passado e o futuro que pode ter. É interessante – e bonito – o fato de que a protagonista se apaixona por música clássica, quando na verdade foi criada em um ambiente rock ‘n’ roll, e posteriormente se apaixona também por um cara que tem toca numa banda de rock. Este drama tem ótimas atuações e, é claro, uma ótima trilha sonora.

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3. Mesmo Se Nada Der Certo

A cantora Gretta James (Keira Knightley), recém-chegada à Nova York, tinha acabado de terminar um relacionamento quando, em um bar, ela canta no palco e chama a atenção do produtor musical Dan Mulligan (Mark Ruffalo). Esse encontro resulta em uma diferente gravação de um álbum e uma jornada de autoconhecimento. Mesmo Se Nada der Certo (Begin Again, Estados Unidos, 2013) tem músicas originais muito boas (alô, Lost Stars), tem Adam Levine no elenco, como Dave Kohl, o ex-namorado da protagonista, e a mensagem do filme é muito bonita e importante.

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2. Quase Famosos

Quase Famosos (Almost Famous, Estados Unidos, 2000) acompanha o adolescente de 15 anos, William Miller (Patrick Fugit), quando ele consegue um trabalho na revista Rolling Stone e viaja com a banda Stillwater pela sua primeira excursão pelos Estados Unidos. O filme é um retrato do rock dos anos 70. A personagem interpretada por Kate Hudson, a groupie Penny Lane, virou um ícone entre os fãs do filme. E devido à sua temática, a trilha tem The Who, Led Zeppelin, Lynyrd Skynard, Elton John, entre outros monstros da música.

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1. Whiplash – Em Busca da Perfeição

Andrew Neiman (Miles Teller) é um estudante baterista de jazz do melhor conservatório de música do país. Querendo ser o melhor, ele se torna aluno do temido maestro Fletcher (J. K. Simmons). O professor é extremamente rigoroso e tem métodos peculiares para conseguir o melhor de seus alunos. Dirigido pelo talentoso Damien Chazelle, Whiplash – Em Busca da Perfeição (Whiplash, Estados Unidos, 2014) é intenso, e até sufocante. Simmons está impecável no seu papel, e a mixagem de som é ótima: sem ela, o filme não seria o mesmo. Ah, e ele tem três Oscars.

 

Música: OK Computer – Radiohead

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Há vinte anos atrás, a banda inglesa Radiohead lançava seu terceiro e mais bem sucedido álbum de estúdio, OK Computer. Um álbum além de seu tempo. Em suas letras, Thom Yorke faz uma premonição do que seria o clima do século 21, cantadas com o acompanhamento de guitarras e até batidas eletrônicas – esta última uma novidade, até então, nas músicas da banda – e a sempre presente melancolia.

Exit Music (For A Film) foi feita por encomenda para o filme Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann. Ainda não assisti esse filme, mas a canção toca também no final do episódio Shut Up and Dance, da série Black Mirror, e olha, digamos que foi uma experiência impactante – inclusive, Black Mirror é tipo um OK Computer em forma de série.

A peculiar Fitter Happier é uma música concreta que tem uma letra com uma crítica social recitada por uma voz computadorizada. No Suprises, uma das mais famosas da carreira da banda, é sobre “alguém que está tentando muito se manter bem, mas não está conseguindo” nas palavras do próprio Yorke. Já The Tourist fala sobre a pressa e a impaciência do ser humano.

Esse disco ganhou o Grammy de melhor álbum de música alternativa no ano de 1998, e foi o responsável por lançar grandes sucessos da banda, como Paranoid Android e Karma Police, a minha favorita.

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