Música: Ventre – Ventre (2015)

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A banda carioca Ventre, composta pelo vocalista e guitarrista Gabriel Ventura, a baterista Larissa Conforto e o baixista Hugo Noguchi, é um tapa na cara daqueles que dizem que “o rock está morto” ou que “no Brasil não existem boas bandas de rock”. Não, ele não morreu; e sim, existem. É só procurar bem que vocês encontram.

O trio está na estrada desde 2012, e já participou de vários festivais de música independente pelo Brasil, como o No Ar Coquetel Molotov, e o Bananada. As onze músicas do disco de estreia homônimo foram gravadas em vários estúdios diferentes, num período de dois anos, e o álbum foi lançado de forma independente no dia 20 de outubro de 2015.

Recheado de canções com letras fortes que falam sobre relacionamentos, sexo e sonhos, tudo com um toque de melancolia, e ótimos riffs de guitarra, o álbum de rock alternativo traz influências de outras bandas conhecidas do mesmo gênero, como Queens of The Stone Age e Radiohead, e a voz do Gabriel lembra muito a voz do Marcelo Camelo.

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Bailarina, que abre o disco, tem uma letra inspiradora – “Deixa a bailarina dançar, que o sonho é dela e não seu” – . Carnaval, que é uma das minha favoritas, é sobre as fases ruins da vida – “E foi-se o tempo em que a vida dava tudo de bom e nada cobrava, agora eu corro por mim”. Já Peso do Corpo é uma das que tem uma sonoridade mais pesada e foi a primeira a ganhar um videoclipe.

Você pode fazer o download do álbum de forma gratuita aqui.

Top 5: Filmes sobre música

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Música e cinema, tá aí um combinação maravilhosa. Musical é um dos meus gêneros cinematográfico favoritos. Mas essa lista não é sobre aqueles musicais de raiz, com dança e cantoria inesperada. Depois farei uma nesse estilo. Dessa vez, resolvi falar sobre filmes em que a temática principal seja a música, e selecionei aqui os meus favoritos. Tem drama, tem comédia e tem “dramédia”.

 

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5. Escola de Rock

Após ser expulso da banda em que tocava, e sem dinheiro para pagar o aluguel, Dewey Finn (Jack Black) decide se passar pelo seu colega de apartamento e consegue um trabalho como professor substituto numa tradicional escola particular. No início, ele só enrolava durante as aulas. Mas acaba descobrindo que seus alunos são excelentes instrumentistas, e, de olho no prêmio da Batalha das Bandas, ele decide ensinar às crianças o que sabe de melhor: o rock ‘n’ roll. Dirigido por Richard Linklater, Escola de Rock (School of Rock, Estados Unidos, 2003) é a óbvia “comédia familiar”, mas não deixa de ser bom e divertido.

 

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4. Se Eu Ficar 

Baseado no livro de Gayle Forman, Se Eu Ficar (If I Stay, Estados Unidos, 2014) conta a história de Mia Hall (Chloë Grace Moretz) uma talentosa violoncelista que tem que decidir entre estudar na prestigiada escola Julliard ou tomar outros rumos para ficar perto daquele que tem tudo para ser o grande amor da sua vida, seu namorado Adam (Jamie Blackley). Mas após ela e sua família sofrerem um acidente, Mia fica em coma e reflete sobre o passado e o futuro que pode ter. É interessante – e bonito – o fato de que a protagonista se apaixona por música clássica, quando na verdade foi criada em um ambiente rock ‘n’ roll, e posteriormente se apaixona também por um cara que tem toca numa banda de rock. Este drama tem ótimas atuações e, é claro, uma ótima trilha sonora.

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3. Mesmo Se Nada Der Certo

A cantora Gretta James (Keira Knightley), recém-chegada à Nova York, tinha acabado de terminar um relacionamento quando, em um bar, ela canta no palco e chama a atenção do produtor musical Dan Mulligan (Mark Ruffalo). Esse encontro resulta em uma diferente gravação de um álbum e uma jornada de autoconhecimento. Mesmo Se Nada der Certo (Begin Again, Estados Unidos, 2013) tem músicas originais muito boas (alô, Lost Stars), tem Adam Levine no elenco, como Dave Kohl, o ex-namorado da protagonista, e a mensagem do filme é muito bonita e importante.

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2. Quase Famosos

Quase Famosos (Almost Famous, Estados Unidos, 2000) acompanha o adolescente de 15 anos, William Miller (Patrick Fugit), quando ele consegue um trabalho na revista Rolling Stone e viaja com a banda Stillwater pela sua primeira excursão pelos Estados Unidos. O filme é um retrato do rock dos anos 70. A personagem interpretada por Kate Hudson, a groupie Penny Lane, virou um ícone entre os fãs do filme. E devido à sua temática, a trilha tem The Who, Led Zeppelin, Lynyrd Skynard, Elton John, entre outros monstros da música.

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1. Whiplash – Em Busca da Perfeição

Andrew Neiman (Miles Teller) é um estudante baterista de jazz do melhor conservatório de música do país. Querendo ser o melhor, ele se torna aluno do temido maestro Fletcher (J. K. Simmons). O professor é extremamente rigoroso e tem métodos peculiares para conseguir o melhor de seus alunos. Dirigido pelo talentoso Damien Chazelle, Whiplash – Em Busca da Perfeição (Whiplash, Estados Unidos, 2014) é intenso, e até sufocante. Simmons está impecável no seu papel, e a mixagem de som é ótima: sem ela, o filme não seria o mesmo. Ah, e ele tem três Oscars.

 

Música: OK Computer – Radiohead

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Há vinte anos atrás, a banda inglesa Radiohead lançava seu terceiro e mais bem sucedido álbum de estúdio, OK Computer. Um álbum além de seu tempo. Em suas letras, Thom Yorke faz uma premonição do que seria o clima do século 21, cantadas com o acompanhamento de guitarras e até batidas eletrônicas – esta última uma novidade, até então, nas músicas da banda – e a sempre presente melancolia.

Exit Music (For A Film) foi feita por encomenda para o filme Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann. Ainda não assisti esse filme, mas a canção toca também no final do episódio Shut Up and Dance, da série Black Mirror, e olha, digamos que foi uma experiência impactante – inclusive, Black Mirror é tipo um OK Computer em forma de série.

A peculiar Fitter Happier é uma música concreta que tem uma letra com uma crítica social recitada por uma voz computadorizada. No Suprises, uma das mais famosas da carreira da banda, é sobre “alguém que está tentando muito se manter bem, mas não está conseguindo” nas palavras do próprio Yorke. Já The Tourist fala sobre a pressa e a impaciência do ser humano.

Esse disco ganhou o Grammy de melhor álbum de música alternativa no ano de 1998, e foi o responsável por lançar grandes sucessos da banda, como Paranoid Android e Karma Police, a minha favorita.

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Livro: Grande Magia – Vida criativa sem medo (2015)

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Não sou a maior fã de livros de auto-ajuda, mas posso dizer que esse foi o primeiro do gênero que me impactou. Não tive a oportunidade de ler nenhum outro livro da autora, Elizabeth Gilbert, mas isso mudará em breve, pois agora quero ler todos os trabalhos dela, de tanto que gostei de Grande Magia.

Com algumas memórias de sua vida como escritora, a autora do best-seller Comer, Rezar, Amar conta histórias inspiradoras e dá dicas de como lidar melhor com o medo e a insegurança de uma vida criativa. Ela tem, inclusive, uma crença bastante curiosa sobre como a inspiração e o mundo das ideias funcionam. Eu particularmente não compartilho dessa mesma crença, mas é um modo de se ver as coisas, e que aparentemente funciona para ela.

Se você quer trabalhar com arte e criatividade, seja como músico, escritor, cineasta, ator, ou qualquer profissão do tipo, você com certeza já foi acometido pelo famoso medo. Medo de não dar certo, de não ter dinheiro para pagar as contas, de nunca ser reconhecido, de ser criticado, entre tantas outras coisas. Esse livro é, então, para você. E se não quer necessariamente fazer disso o seu ganha pão, mas quer, citando a autora, “viver uma vida mais motivada pela curiosidade do que pelo medo”; esse livro também é para você.

Está precisando daquele empurrãozinho para colocar aquele projeto em prática? Acho difícil não ficar motivado e inspirado a fazê-lo depois dessa leitura.

 

Filme: Guardiões da Galáxia vol. 2 (2017)

 

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Ao som de Mr. Blue Sky, este filme começa com uma das melhores cenas de abertura que já assisti. É uma cena de luta que não é uma cena de luta. Já a partir dessa primeira sequência podemos ver o quão incrível é James Gunn, o diretor e roteirista do filme.

Na história, os Guardiões da Galáxia – Peter Quill/Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket e Baby Groot – são contratados para realizar uma trabalho por Ayesha (Elizabeth Debicki), líder da raça Soberana, em troca da irmã de Gamora (Zoe Saldana), Nebulosa (Karen Gillian). Mas Rocket (Bradley Cooper), por algum motivo, decide levar uns brindes daquele planeta, roubando umas baterias.

Ao descobrir o roubo, Ayesha envia uma tropa de soberanos para matar os Guardiões. Enquanto tentam escapar, são ajudados por um homem, que logo após se apresenta como Ego (Kurt Russell), o pai de Peter Quill. A partir daí o filme mostra o Senhor das Estrelas dando uma chance ao seu pai ausente, sendo família o principal assunto abordado na obra.

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A trilha sonora foi um fator essencial aqui. Sem ela, o filme seria outra coisa. Só com músicas dos anos 80, o diretor fez um ótimo trabalho em escolher a música certa para o momento certo. Além da cena de abertura, uma outra que é marcante é quando Yondu (Michael Rooker), Rocket e Baby Groot (Vin Diesel) estão escapando de uma nave ao som de Come A Little Bit Closer. É praticamente um musical.

Achei este filme superior ao primeiro, Guardiões da Galáxia (2014). A história é mais emocionante, o entrosamento entre os integrantes do grupo é ótimo (até as brigas de Quill e Rocket) e, é claro, tem o personagem que rouba a cena e nossos corações, e que é responsável por grande parte da venda de produtos do filme: Baby Groot. As piadas também são ótimas, apesar de uma ou outra serem muito forçadas, e a nova personagem Mantis (Pom Klementieff), é uma ótima adição ao grupo, além de ser muito engraçada.

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Filme: Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)

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Um filme chocante. É assim que descrevo Precisamos Falar Sobre o Kevin em uma palavra. Ele aborda temas pesados, com uma narrativa não-linear, que só aumenta a tensão do filme, nos deixando curiosos e ao mesmo tempo temerosos com o que vai acontecer.

Eva Katchadourian (Tilda Swinton) mora sozinha em uma casa precária e tenta retomar a sua vida após um tragédia, enquanto é constantemente desprezada e maltratada pela sua vizinhança. Aos poucos vamos descobrindo o que aconteceu no seu passado.

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Quando era casada com seu marido Franklin (John C. Reilly), Eva, até então uma bem sucedida escritora de livros turísticos, engravidou de seu primogênito Kevin, e a partir daí sua vida mudou drasticamente. Com dificuldade de se relacionar com seu filho, ela logo descobriu nele uma criança cruel que nutria uma hostilidade pela mãe.

O maior crédito do longa com certeza vai para o elenco, em especial Tilda Swinton, que demonstra dor e sofrimento extremo sem nenhum overacting; e o ótimo Ezra Miller, que interpreta o Kevin durante sua adolescência, com sua atuação mais contida, que combinou perfeitamente com a personagem. Outro aspecto do filme que é interessante comentar, é como a cor vermelha é constantemente mostrada de diversas maneiras e em diversas ocasiões, dando o tom da obra.

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Top 5: Álbuns internacionais de rock dos anos 80

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Nem só de pop e cores neon viveu a década de 80. Foi nessa época que algumas bandas que se tornariam sucesso lançaram seus primeiros discos, como Nirvana, Guns N’ Roses e Red Hot Chili Peppers, e que outras já consagradas lançaram seus clássicos, como AC/DC, Queen, e Aerosmith. Abaixo estão os meus cinco álbuns favoritos de rock dos anos 80 (internacionais):

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5. A Kind of Magic – Queen

Em 1986 a banda britânica Queen lançou seu décimo segundo álbum de estúdio, do qual a maioria das músicas foram feitas especialmente para o filme Highlander. De todas as bandas da lista, o Queen é o que mais flerta com o pop em suas canções. As mais memoráveis do disco são One Vision, A Kind of Magic, e Friends Will Be Friends.

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4. Back In Black – AC/DC

O primeiro trabalho da banda com o vocalista Brian Johnson fez, e ainda faz muito sucesso desde quando foi lançado, em 1980, sendo o segundo álbum mais vendido de todos os tempos, com cerca de 51 milhões de cópias já vendidas no mundo. É o sétimo álbum de estúdio dos australianos. O sucesso se deve principalmente ao carro-chefe do disco, Back In Black, mas também à canções como Hells Bells e You Shook Me All Night Long.

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3. Master of Puppets – Metallica

O representante do metal dessa lista é o terceiro álbum da banda norte-americana. Master of Puppets, de 1986, foi um dos trabalhos mais elogiados do quarteto, e também o último com a participação do falecido baixista Cliff Burton. As melhores músicas são Battery, Master of Puppets, e Welcome Home (Sanitarium).

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2. Appetite for Destruction – Guns N’ Roses

O primeiro disco dos californianos demorou um pouco para fazer sucesso, mas a demora valeu a pena. De 1987, Appetite for Destruction é um amontoado de riffs de guitarras com letras sobre drogas e L.A. cantada pela voz fina e icônica de Axl Rose, mostrando o cenário da cidade na época. Minhas canções favoritas são Mr. Brownstone, Paradise City e, é claro, Sweet Child O’ Mine.

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1. Pump – Aerosmith

Lançado no final da década, em 1989, Pump é o décimo álbum de estúdio da banda norte-americana Aerosmith. Com uma música boa atrás da outra, o disco é um dos melhores de toda a carreira deles, tendo sido o quarto álbum mais vendido no ano de 1990. As músicas que mais chamam atenção são F.I.N.E., Janie’s Got A Gun – que deu à banda seu primeiro Grammy -, e Hoodoo/Voodoo Medicine Man.